14/07/09

PostHeaderIcon Carta de uma mulher arrependida e apaixonada

Autora desconhecida:

"Olá!
Queria mandar-te um e-mail, uma mensagem, queria telefonar-te mas não sabia se irias atender. Então resolvi escrever-te essa carta para pedir-te novamente desculpas. Dizer-te que sinto a tua falta, tenho saudades de estar contigo, das patetices que dizias, do tanto que me fazias rir e...dos teus beijos.
Quando naquele dia fomos um bocado mais longe, todo o meu corpo reagiu de uma forma que nunca tinha acontecido antes. Tive medo, medo por não saber o que era aquilo que me queimava e fazia-me arrepiar quando me tocavas. Sabia que gostavas de mim, era demasiado evidente nos teus olhos. Vê-los brilhar e o teu rosto sorrir quando chegava era para mim uma novidade. E eu abusei desse sentimento. Afinal eras uma mulher e eu nunca tinha-me imaginado com uma. Mas a tua atenção era demasiado evidente, não a podia ignorar. Brinquei contigo e quando beijei-te pela primeira vez vi nos teus olhos um brilho lindo e disse-te que gostava de ti. Naquela mesma tarde, liguei para todas as minhas amigas a contar o meu grande feito: tinha beijado e seduzido uma rapariga. Ri-me nas tuas costas, traí-te e abusei da tua confiança quando te pedias coisas, pois sabia que não me dirias não. Até aquele dia.

Quando o teu beijo tinha um gosto diferente, quando as tuas mãos pelo meu corpo faziam arrepiar os finos pêlos dos meus braços e nuca. Quando beijaste os meus seios todo o meu corpo se acendeu numa chama só, intensa. E quando me senti humedecer senti o o meu rosto a escaldar e foi aí que tive medo. Fugi. Disse-te que tinha que ir. Tu ainda foste atrás de mim, pediste-me desculpa e perguntas-te se tinhas feito algo errado. Eu apenas saí.

Fiquei dias sem ver-te, sem responder ás tuas mensagens nem aos teus e-mails. Então liguei-te e disse-te que tinha nojo de ti, que era patética por pensares que eu, EU algum dia iria ficar contigo de verdade. Disse-te que tinha contado a toda gente como tinha sido fácil, como eras parva e como pensavas que alguém como eu, iria gostar de ti. (já te olhaste ao espelho?) perguntei-te com desdém. Tu que desde que nos começamos a falar tratavas-me por linda e mais tarde por princesa. Não ouvi nenhuma palavra do teu lado, ficaste calada a ouvir tudo o que te dizia e por fim, quando humilhei-te mais uma vez, ouvi um suspiro e desligaste. Senti algo dentro de mim morrer. Achei que tinha ido longe demais mas tinha que te afastar da minha vida. O que iriam dizer de mim? Que era lésbica? Logo eu, uma rapariga feminina, gira e totalmente diferente de ti. Isso nunca iria acontecer comigo.

Ainda me ri com as minhas amigas durante alguns dias mas com o passar do tempo deixou de ter tanta graça. Vi-te finalmente passar e quando me viste abaixas-te a cabeça simplesmente. Pensei que virias ter comigo, que me insultasses qu até me batesses pois és muito maior do que eu mas não o fizeste. Apenas abaixas-te o olhar e posso jurar que vi uma lágrima a correr do teu rosto. E então percebi o que tinha feito. Tinha-te magoado!

Passaram-se mais dias e eu já não tinha o teu sorriso sempre que me vias passar de carro. Já não recebia as tuas mensagens logo de manhã quando saía a desejar-me um bom dia, sempre com amizade e depois com o Princesa no fim. Ao receber uma mensagem nova de alguém que não me interessava percebi que havia uma ainda por ser lida. Tu sabes que eu demoro séculos para escrever uma sms e por isso também não sou muito boa a trabalhar com o telemóvel. Era uma mensagem tua, enviada na véspera de te ter dito todas aquelas merdas. Dizia: "Espero que tenhas um bom dia Princesa. Hoje adormeci e não mandei-te a tempo de saires de casa. Amo-te muito, beijos P" .

E o meu mundo desmoronou, senti-me tão mal ao ler aquilo, por ter feito aquilo contigo. Se tivesse lido a mensagem antes mas não. Sabia o que estavas a pensar e apenas podia imaginar o que estavas a sentir. Fui ter contigo, toquei a porta e tu vieste ver quem era. Tinhas um olhar tão triste que todo o meu ser arrependeu-se de ter nascido e ter-te feito aquilo. Pedi-te perdão, desculpas, disse que só hoje tinha visto aquela mensagem e tu nem uma palavra disseste. voltaste-me costas e me deixas-te lá, sozinha. Chorei muito mas não tanto como tu e finalmente percebi que nunca na vida seria amada daquela forma por mais ninguém. Que mais ninguém poderia beijar-me daquela maneira e que humedeci de paixão, de tesão por ti. Que me fazias sentir especial como mais ninguém nunca o fez e adorava estar contigo, adorava quando me fazias rir e gostava imenso do teu olhar doce quando olhavas para mim. Vi que não podia estar sem ti e que na verdade tinha medo de estar a apaixonar-me por ti.

Desculpa-me e dá-me mais outra chance! Tenho tanta vergonha de ter feito aquilo. Tenho tanta pena de ser eu a pessoa que tu amas, pois merecias alguém melhor do que eu. Mas eu já não posso estar sem ti e já não sei mais o que fazer. Apenas sei que amo-te. Amo-te mais do que tudo. Por favor, dá-me mais uma chance. Preciso de ti ao meu lado. Enfrento tudo e todos, pois percebi que podes não ser o que eu sempre pensei que teria na minha vida mas és tudo o que eu sempre quis ter.

Perdoa-me,
Amo-te,
L"

5 comentários:

Luciana disse...

Arrependimento e paixão não é lá uma dupla agradável...

Patty disse...

Eu concordo!

Anónimo disse...

Quem fraqueja com pouca coisa, quando o muito do mundo te poe na parede, irá fazer novamente !

naparecidadecarvalho disse...

eu te perdoaria, mas não ao ponto de voltar a estar contigo..!!!foi como o colega debaixo disse , quando o peso do mundo te colocar na parede , irá fazer novamente..!

Patty disse...

Engraçado esta carta ainda despertar comentários. Eu achei um texto bonito mas também fiquei triste quando o li e não acho que essa pessoa possa ser verdadeiramente perdoada. Mas o amor tem os seus momentos de paixão, tesão e de perdão também.
Abraços!

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