27/07/08
Pode-se?
Caramba!
Mas pq tinha de me acontecer isso?
Estava decidida a que ela me ouvisse. Que entendesse as minhas razões.
Que me esperasse na saída para falarmos melhor. Não podia estar com ela. Tenho a cabeça em outro lado (leia-se em outra pessoa). Que me adianta estar com alguém só por estar? Toda a minha vida estive sozinha, foram poucas as vezes que estive com alguém.
Agora tenho a cabeça e o coração em outro lado, talvez seja perda de tempo, talvez nunca aconteça. Eu não tenho a coragem de me chegar a pessoa em questão e dizer-lhe que gosto dela. Por mais humor que tente ter, por mais idiota que possa parecer, eu não posso arriscar. Não tenho idade para estas coisas. Não tenho pq criar conflitos desnecessários ou ser o alvo da atenção de todo um lugarejo onde todos se conhecem
Ela já percebeu? Já! Eu sei que sim!
Foi aquilo que eu esperava? Não!
Posso partir para outra e fazer de conta que está tudo bem? Não!!
Alguma coisa me diz para esperar, ver o que acontece. Tem todo um pequeno lugar a espera de saber da mais recente fofoca e eu não quero ser o alvo dela.
Seria, sem problemas se ela estivesse ali, do meu lado. Mas não está!!
Que merda! Não está!!
Até lá, não posso fazer a mais ninguém o que já fizeram comigo. Não posso permitir que essa pessoa espere em vão. Que se decepcione, que fique triste ou com o coração partido.
Não posso...
Mas pq tinha de me acontecer isso?
Estava decidida a que ela me ouvisse. Que entendesse as minhas razões.
Que me esperasse na saída para falarmos melhor. Não podia estar com ela. Tenho a cabeça em outro lado (leia-se em outra pessoa). Que me adianta estar com alguém só por estar? Toda a minha vida estive sozinha, foram poucas as vezes que estive com alguém.
Agora tenho a cabeça e o coração em outro lado, talvez seja perda de tempo, talvez nunca aconteça. Eu não tenho a coragem de me chegar a pessoa em questão e dizer-lhe que gosto dela. Por mais humor que tente ter, por mais idiota que possa parecer, eu não posso arriscar. Não tenho idade para estas coisas. Não tenho pq criar conflitos desnecessários ou ser o alvo da atenção de todo um lugarejo onde todos se conhecem
Ela já percebeu? Já! Eu sei que sim!
Foi aquilo que eu esperava? Não!
Posso partir para outra e fazer de conta que está tudo bem? Não!!
Alguma coisa me diz para esperar, ver o que acontece. Tem todo um pequeno lugar a espera de saber da mais recente fofoca e eu não quero ser o alvo dela.
Seria, sem problemas se ela estivesse ali, do meu lado. Mas não está!!
Que merda! Não está!!
Até lá, não posso fazer a mais ninguém o que já fizeram comigo. Não posso permitir que essa pessoa espere em vão. Que se decepcione, que fique triste ou com o coração partido.
Não posso...
24/07/08
Ho Ancora La Forza - Ligabue
Ho ancora la forza che serve a camminare,
picchiare ancora contro per non lasciarmi stare
ho ancora quella forza che ti serve
quando dici: "Si comincia!"
Ho ancora la forza di guardarmi attorno
mischiando le parole con 2 o 3 vizi al giorno,
di farmi trovar lì da chi mi vuole
sempre nella mia camicia...
Abito sempre qui da me,
fra chi c’è sempre stato e chi non sai se c'è
al mondo sono andato,
dal mondo son tornato sempre vivo...
Ho ancora la forza di starvi a raccontare
le storie che ho già visto e quelle da vedere,
e tutti quegli sbagli che per un
motivo o l'altro so rifare...
Ho ancora la forza di chiedere anche scusa
e fare la partita giocando un fuori casa
e dirvi che comunque la mia parte
ve la voglio garantire...
Abito sempre qui da me,
fra chi c’è sempre stato e chi non sai se c'è
nel mondo sono andato,
dal mondo son tornato sempre vivo... sempre vivo …
Ho ancora la forza e guarda che ne serve per rendere leggero
il peso dei ricordi di far la conta degli amici andati e dire:
" Ci vediam più tardi ...più tardi..”
Abito sempre qui da me,
fra chi c’è sempre stato e chi no sai se c’è
col mondo sono andato
e col mondo son tornato sempre vivo...sempre vivo
Abito sempre …
dal mondo son tornato sempre vivo...sempre vivo
picchiare ancora contro per non lasciarmi stare
ho ancora quella forza che ti serve
quando dici: "Si comincia!"
Ho ancora la forza di guardarmi attorno
mischiando le parole con 2 o 3 vizi al giorno,
di farmi trovar lì da chi mi vuole
sempre nella mia camicia...
Abito sempre qui da me,
fra chi c’è sempre stato e chi non sai se c'è
al mondo sono andato,
dal mondo son tornato sempre vivo...
Ho ancora la forza di starvi a raccontare
le storie che ho già visto e quelle da vedere,
e tutti quegli sbagli che per un
motivo o l'altro so rifare...
Ho ancora la forza di chiedere anche scusa
e fare la partita giocando un fuori casa
e dirvi che comunque la mia parte
ve la voglio garantire...
Abito sempre qui da me,
fra chi c’è sempre stato e chi non sai se c'è
nel mondo sono andato,
dal mondo son tornato sempre vivo... sempre vivo …
Ho ancora la forza e guarda che ne serve per rendere leggero
il peso dei ricordi di far la conta degli amici andati e dire:
" Ci vediam più tardi ...più tardi..”
Abito sempre qui da me,
fra chi c’è sempre stato e chi no sai se c’è
col mondo sono andato
e col mondo son tornato sempre vivo...sempre vivo
Abito sempre …
dal mondo son tornato sempre vivo...sempre vivo
23/07/08
Metaleira!!!
Para que vejam que eu não me envergonho do meu passado de Metaleira (Metallica e Manowar ainda são os maiores), aqui fica a prova!!!
Depois digam que eu não sou metaleira!!! Da pesada!!
Depois digam que eu não sou metaleira!!! Da pesada!!
22/07/08
Até breve, Solange F.

Hoje foi o último programa da Sol no CC.
Ao longo de todos esses anos e mesmo quando ainda não sabia que ela fazia parte da "família", sempre admirei uma pessoa que me parecia frontal e não tinha aqueles tiques foleiros e ordinários, quiçá próprios de programas onde o público alvo são os aborrecentes!
O CC deu mesmo uma alma nova, tratando os mesmos de igual para igual, promovendo uma empatia e confiança de parte á parte.
Sem estrelismos, Solange atingiu um público que deixou os preconceitos de lado e passou a recrimina-los, como se estivessem dando voz a uma nova mentalidade nacional. Essa geração que sempre a respeitou e a apoiou quando saiu do armário, vai ser a geração que terá nas mãos a oportunidade de mudar as leis, de cortar com um passado onde o melhor era ficarmos bem escondidos nos armários acumulando pó e cheiro a naftalina.
Essa grande mulher, junto com outras não tão mediáticas que deram a cara por algo que, para elas é perfeitamente normal, vai ter, segundo a mesma, outro programa em breve na Sic Radical. Tomara que nesta altura e mesmo não sendo minimamente necessário que se fale do assunto, a frontalidade, ou normalidade (como lhe quiserem chamar) em como o coming out vai sendo feito por mais pessoas, dê alguma inspiração a outras, responsáveis pela produção de programas ou até os autores daquelas pirosas telenovelas, para que falem mais do assunto. Mostrem através da ficção estórias (ou histórias) de uma forma normal, sem chavões e maneirismos, sem censuras a selinhos inocentes e a frases como "eu amo-te" ou "eu te amo", com o sotaque que já vou perdendo depois de 18 anos a morar aqui.
Acima de tudo, que esses jovens que nunca apontaram o dedo á Sol, façam valer a igualdade, pois de diferenças estamos já fartos!
Obrigada Solange por tudo, pela irreverência, pela simpatia, pela frontalidade. Pela naturalidade de quem nunca precisou de coragem para dizer aquilo que, graças a ti, uma nova geração sabe melhor do que ninguém: somos iguais a todo mundo, não importando saber quem amamos, de quem gostamos, pois isso não é minimamente necessário.
Volta logo, pois já estamos com saudades!!
18/07/08
Hoje acordei a pensar nesta música! Hoje é um dia fantástico!!
Gone - she's gone.
How do you feel about it?
That's what I thought.
You're real torn up about it.
And I wish you the best
I could do without it
And I will because you've worn me down
Oh, I will because you've worn me down
Worn me down like a road.
I did everything you told.
Worn me down to my knees.
I did everything to please you.
But you can't stop thinking about her.
No, you can't stop thinking about her.
And you're wrong. You're wrong.
I'm not overreacting.
Something is off.
Why don't we ever believe ourselves?
And I, oh I, I feel it more for you.
And I will because you've worn me down.
And I will because you have worn me down.
Worn me down like a road.
I did everything you told.
Worn me down to my knees.
I did everything to please.
But you can't stop thinking about her.
No, you can't stop thinking about her.
She's so pretty.
She's so damn right.
But I'm so tired of thinking about her, again, tonight.
Worn me down like a road.
I did everything you told.
Worn me down to my knees.
I did everything to please you.
Worn me down like a road.
I did everything you told me to do.
But you, you can't stop thinking about her.
No, you can't stop thinking about her.
No, you can't stop thinking about her.
No, you can't stop thinking of her.
How do you feel about it?
That's what I thought.
You're real torn up about it.
And I wish you the best
I could do without it
And I will because you've worn me down
Oh, I will because you've worn me down
Worn me down like a road.
I did everything you told.
Worn me down to my knees.
I did everything to please you.
But you can't stop thinking about her.
No, you can't stop thinking about her.
And you're wrong. You're wrong.
I'm not overreacting.
Something is off.
Why don't we ever believe ourselves?
And I, oh I, I feel it more for you.
And I will because you've worn me down.
And I will because you have worn me down.
Worn me down like a road.
I did everything you told.
Worn me down to my knees.
I did everything to please.
But you can't stop thinking about her.
No, you can't stop thinking about her.
She's so pretty.
She's so damn right.
But I'm so tired of thinking about her, again, tonight.
Worn me down like a road.
I did everything you told.
Worn me down to my knees.
I did everything to please you.
Worn me down like a road.
I did everything you told me to do.
But you, you can't stop thinking about her.
No, you can't stop thinking about her.
No, you can't stop thinking about her.
No, you can't stop thinking of her.
15/07/08
Ligabue- il Centro del Mondo
Portami dove mi devi portare
Africa, Asia o nel primo locale
fammi vedere che cosa vuol dire partire davvero
Portami dove non posso arrivare
dove si smette qualsiasi pudore
fammi sentire che cosa vuol dire viaggiare leggeri
Sei sempre così il centro del mondo
il viaggio potente nel cuore del tempo andata e ritorno
Portami ovunque portami al mare
portami dove non serve sognare
chiedemi il cambio solo se devi, sei brava a guidare
e dopo portami oltre che lo sai fare dove sparisce qualsiasi confine
fammi vedere che cosa vuol dire viaggiare col cuore
Sei sempre così il centro del mondo
il primo bengala sparato nel cielo quando mi perdo
sei sempre così il centro del mondo
ti prendi il mio tempo ti prendi il mio spazio ti prendi il mio meglio
Portami dove mi devi portare Venere,Marte o altri locali
fammi vedere che cosa succede a viaggiare davvero
Sei sempre così il centro del mondo
il primo bengala sparato nel cielo quando mi perdo
sei sempre così il centro del mondo
ti prendi il mio tempo ti prendi il mio spazio ti prendi il mio meglio
Africa, Asia o nel primo locale
fammi vedere che cosa vuol dire partire davvero
Portami dove non posso arrivare
dove si smette qualsiasi pudore
fammi sentire che cosa vuol dire viaggiare leggeri
Sei sempre così il centro del mondo
il viaggio potente nel cuore del tempo andata e ritorno
Portami ovunque portami al mare
portami dove non serve sognare
chiedemi il cambio solo se devi, sei brava a guidare
e dopo portami oltre che lo sai fare dove sparisce qualsiasi confine
fammi vedere che cosa vuol dire viaggiare col cuore
Sei sempre così il centro del mondo
il primo bengala sparato nel cielo quando mi perdo
sei sempre così il centro del mondo
ti prendi il mio tempo ti prendi il mio spazio ti prendi il mio meglio
Portami dove mi devi portare Venere,Marte o altri locali
fammi vedere che cosa succede a viaggiare davvero
Sei sempre così il centro del mondo
il primo bengala sparato nel cielo quando mi perdo
sei sempre così il centro del mondo
ti prendi il mio tempo ti prendi il mio spazio ti prendi il mio meglio
12/07/08
Um olhar...que significa?
Hoje lá estava eu a fazer de conta de fazia alguma coisa (enquanto via discretamente o objecto do meu desejo) quando esta ao aperceber-se da minha presença, lançou-me um olhar um pouco gélido, um pouco curioso e intrigante (ela estava de óculos escuros mas isso é só mesmo um pequeno detalhe, que fique bem claro!!!!).
Por instantes, fiquei paralisada mas não desviei o olhar. Afinal, foi ela que olhou na minha direcção.
Não me senti muito confortável com aqueles olhos escuros. Achei que havia ali alguma animosidade mas também alguma curiosidade. Ela deve ter pensado: "mas quem será aquela gaja alta que tanto olha para mim? hum, é mesmo interessante!"...
Ou "porr@ mas que tanto me olha aquela girafa?? hum, daqui a pouco levas uma galheta!!"
E como ela lá foi a vida dela, eu fiquei sem saber o que significou aquela breve troca de olhares...
Hum...
03/07/08
Grazie Dilly!!!
Bem, que alegria receber hoje os meus cds+dvds do Luciano Ligabue!!
Adoro a sua música e não fiquei nada decepcionada com os mesmos. Faltou tempo para ver os dvds mas tenho certeza que são um espectáculo!!
E então, esta música que toca aqui ao lado, é uma das mais bonitas do Grande Liga!
Simplesmente divina!!
Grazie amica Dilly per la tua amicizia!! Sei grande!!
Aqui fica a letra:
IL MIO PENSIERO
Cosa c’entra questo cielo lucido
Che non è mai stato così blu
E chi se ne frega delle nuvole
Mentre qui manchi tu
Pomeriggio spompo di domenica
Come fanno gli altri a stare su
Non arriva neanche un po’ di musica
Quando qui manchi tu
E adesso che sei dovunque sei
Chissà se ti arriva il mio pensiero
Chissà se ne ridi o se ti fa piacere
Cosa c’entra quel tramonto inutile
Non ha l’aria di finire più
E ci tiene a dare il suo spettacolo
Mentre qui manchi tu
Così solo da provare panico
E c’è qualcun\'altra qui con me
Devo avere proprio un aria stupida
Sai come è manchi te
E adesso che sei dovunque sei
Chissà se ti arriva il mio pensiero
Chissà se ne ridi o se ti fa piacere
E adesso che sei dovunque sei
Ridammelo indietro il mio pensiero
Deve esserci un modo per lasciarmi andare
Cosa c’entra questa notte giovane
Non mi cambia niente la tv
E che tristezza che mi fa quel comico
Quando qui manchi tu
E adesso che sei dovunque sei
Chissà se ti arriva il mio pensiero
Chissà se ne ridi o se ti fa piacere
E adesso che sei dovunque sei
Ridammelo indietro il mio pensiero
Deve esserci un modo per lasciarmi andare
Adoro a sua música e não fiquei nada decepcionada com os mesmos. Faltou tempo para ver os dvds mas tenho certeza que são um espectáculo!!
E então, esta música que toca aqui ao lado, é uma das mais bonitas do Grande Liga!
Simplesmente divina!!
Grazie amica Dilly per la tua amicizia!! Sei grande!!
Aqui fica a letra:
IL MIO PENSIERO
Cosa c’entra questo cielo lucido
Che non è mai stato così blu
E chi se ne frega delle nuvole
Mentre qui manchi tu
Pomeriggio spompo di domenica
Come fanno gli altri a stare su
Non arriva neanche un po’ di musica
Quando qui manchi tu
E adesso che sei dovunque sei
Chissà se ti arriva il mio pensiero
Chissà se ne ridi o se ti fa piacere
Cosa c’entra quel tramonto inutile
Non ha l’aria di finire più
E ci tiene a dare il suo spettacolo
Mentre qui manchi tu
Così solo da provare panico
E c’è qualcun\'altra qui con me
Devo avere proprio un aria stupida
Sai come è manchi te
E adesso che sei dovunque sei
Chissà se ti arriva il mio pensiero
Chissà se ne ridi o se ti fa piacere
E adesso che sei dovunque sei
Ridammelo indietro il mio pensiero
Deve esserci un modo per lasciarmi andare
Cosa c’entra questa notte giovane
Non mi cambia niente la tv
E che tristezza che mi fa quel comico
Quando qui manchi tu
E adesso che sei dovunque sei
Chissà se ti arriva il mio pensiero
Chissà se ne ridi o se ti fa piacere
E adesso che sei dovunque sei
Ridammelo indietro il mio pensiero
Deve esserci un modo per lasciarmi andare
Perdoar mas não esquecer ou esquecer e perdoar?
Traição é sempre difícil. Até para os amigos mais próximos, divididos entre os dois lados. Aquele que traíu e o que foi traído.
Pessoalmente, nunca seria capaz de esquecer uma traição. Perdoar sim mas esquecer não. E quando se perde a confiança em alguém que amamos, não dói apenas o acto em si mas a pouca importância dada por essa pessoa ao acto que cometeu.
Frases feitas do tipo: "Não teve importância nenhuma", "Foi um erro" ou "Foi sem querer" tornam mais difícil a tarefa de esquecer ou perdoar.
Se alguém que nós amamos nos é infiel e vem com uma conversa fiada dessas, o que pensar? Que não somos realmente importantes, ao ponto de sermos trocados, embora por breves instantes, por uma coisa que nem teve importância? Isso não é amor.
É preferível então que a pessoa em causa nos diga que sentiu uma atracção irresistível e não se controlou ou saber que foi na onda e dormiu com alguém que no final, nem lhe interessa? O que dói mais?
Acho que dói tudo, a alma, o coração, a humilhação quando outras pessoas descobrem, a quebra de algo tão maravilhosamente conseguido como a confiança que dificilmente será reconquistada.
Por isso, nesse caso, eu tomo partido de quem sofre por saber que 4 anos de vida em comum, não impediram 15 minutos de estupidez, de existirem.
Pessoalmente, nunca seria capaz de esquecer uma traição. Perdoar sim mas esquecer não. E quando se perde a confiança em alguém que amamos, não dói apenas o acto em si mas a pouca importância dada por essa pessoa ao acto que cometeu.
Frases feitas do tipo: "Não teve importância nenhuma", "Foi um erro" ou "Foi sem querer" tornam mais difícil a tarefa de esquecer ou perdoar.
Se alguém que nós amamos nos é infiel e vem com uma conversa fiada dessas, o que pensar? Que não somos realmente importantes, ao ponto de sermos trocados, embora por breves instantes, por uma coisa que nem teve importância? Isso não é amor.
É preferível então que a pessoa em causa nos diga que sentiu uma atracção irresistível e não se controlou ou saber que foi na onda e dormiu com alguém que no final, nem lhe interessa? O que dói mais?
Acho que dói tudo, a alma, o coração, a humilhação quando outras pessoas descobrem, a quebra de algo tão maravilhosamente conseguido como a confiança que dificilmente será reconquistada.
Por isso, nesse caso, eu tomo partido de quem sofre por saber que 4 anos de vida em comum, não impediram 15 minutos de estupidez, de existirem.
19/06/08
Depilação Cavada
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.
Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
_..é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
DepilacaoCavada_screen2 Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter
aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval
continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas
recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
-Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe de arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei
esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
DepilacaoCavada_screen3 Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais,
vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Filha da puta foi a mulher que inventou a "cavadinha".
Autor(a): anônimo(a)
Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
_..é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
DepilacaoCavada_screen2 Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter
aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval
continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas
recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
-Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe de arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei
esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
DepilacaoCavada_screen3 Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais,
vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
Filha da puta foi a mulher que inventou a "cavadinha".
Autor(a): anônimo(a)
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- Sou simpática, embora ás vezes tenha cara de poucos amigos. Tenho 1,80 só a título informativo... Sou de Escorpião e tenho todas as más e boas qualidades desse lindo signo. Sou brasileira, carioca e orgulhosamente Flamenguista e Benfiquista. Tenho os meus traumas e dramas, por isso não há melhor lugar no mundo para falar deles, do que aqui!!
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